A Comunicação Não-Violenta, também chamada de Comunicação Compassiva, é um processo que faz uma integração entre desenvolvimento pessoal e transformação social

A abordagem da Comunicação Não-Violenta, bem como seu nome, foi criada pelo psicólogo americano Marhsall Rosenberg. Ele faz uso do termo ‘não-violência’ com o sentido que Gandhi atribuiu ao mesmo – referindo-se a nosso estado compassivo natural quando a violência houver se afastado do coração.

Gandhi se referia à não-violência utilizando o termo sânscrito Ahimsa.

“Ahimsa significa a erradicação do desejo de ferir ou matar.” Mohandas Gandhi

É um princípio abrangente, não se limita à dualidade da oposição à violência, mas trata-se de um princípio ético que se baseia no potencial que é desencadeado quando a vontade de ferir o outro é transcendida.

Reconhecer que somos violentos é o primeiro passo para que possamos mudar a qualidade de nossas atitudes. Com frequência, não reconhecemos nossa violência porque somos ignorantes a respeito dela.

 

Segue as palavras de Marshall sobre o termo “Comunicação Não-Violenta”:

“Eu não gosto desse título, mas porque eu uso? Bem, eu uso porque ao longo dos anos isso me conecta com pessoas ao redor do mundo que acham nosso treinamento muito valioso para suas vidas e para suas atividades políticas. Então eu tenho usado esse nome porque ele me conecta com pessoas. 

Mas por que eu não gosto do título? As razões são as mesmas pelas quais Gandhi não gostava da expressão “não-violência”. Porque expressa algo que não é. E a Comunicação Não-Violenta foca no que nós queremos, não somente no que não queremos. Além disso, comunicação é apenas uma pequena parte do que irei compartilhar.”

 

Muitas pessoas têm uma impressão errônea sobre essa visão. Como se não-violência fosse sinônimo de passividade, conformismo. Mas estamos falando sobre não-violência, e não sobre não-ação.

Sem a consciência da não-violência, tendemos a acreditar que as únicas respostas possíveis a um ataque são nos render ou lutar para nos defender: a resposta de lutar-ou-fugir. A não-violência é a escolha que se abre quando não queremos adotar nenhuma dessas duas posturas. Ela nos oferece uma terceira via possível e natural.

Em termos da nossa intenção consciente, não estamos tentando “vencer”, nem com medo de perder; nosso objetivo é crescer, se possível, até mesmo juntamente com aquele que se opõe a nós.

“A não-violência é o maior poder com o qual a humanidade foi dotada” Mohandas Gandhi

 

A linguagem da Comunicação Não-Violenta é uma via que nos ajuda a trocar as lentes que olhamos para o mundo e para as pessoas. A gerar compreensão e compaixão onde parecia ser improvável, aliados à ação e à mudança. Comunicação Não-Violenta nos aproxima do que Gandhi chamava de Ahimsa.

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Juliana Matsuoka

Fundadora do Portal em Comunicação Consciente
A Ju acredita que, seja consigo mesmo ou com outras pessoas, conversas melhores transformam e salvam vidas. Ela é aprendiz do seu próprio trabalho, facilitadora de aprendizados, e mais um monte de coisas.

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